Quarta-feira, 28 de julho de 2021
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Sustentabilidade da soja brasileira precisa ser reconhecida pelo mercado

Tema foi levado à presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, Deputada Aline Sleutjes, pela Aprosoja Brasil

Sustentabilidade da soja brasileira precisa ser reconhecida pelo mercado

Foto: Aline Sleutjes - Aprosoja

Uma comitiva da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) apresentou propostas à presidente da Comissão de Agricultura da Câmara Federal, deputada Aline Sleutjes (PSL/PR), para valorizar os produtores de grãos e o diferencial competitivo da agricultura brasileira em comparação com a produção de outros países. O encontro aconteceu nesta quarta-feira (23/6), em Brasília.

Durante o encontro foi discutida a necessidade de reconhecimento da sustentabilidade da produção brasileira tanto por parte das instituições financeiras quanto do restante da cadeia produtiva, incluindo tradings, varejistas e países importadores de produtos do Brasil.

Entre as propostas está a criação de uma espécie de bônus adicional aos produtores do Brasil, como taxas de juros mais baixas para financiamento da safra, assim como prêmios pagos à soja brasileira. Diferente de outros países que são grandes produtores de alimentos, a produção de grãos no Brasil está sujeita à aplicação do Código Florestal, que prevê a preservação de percentuais que variam de 20% a 80% da propriedade rural, além de áreas de preservação permanente.

De acordo com o presidente da Aprosoja Brasil, Antonio Galvan, há uma preocupação tanto da parlamentar quando da entidade com o fato de que, ao invés de valorizar a eficiência da produção nacional, o mundo se comporta de modo diferente diante da sustentabilidade da nossa agropecuária.

Querem impor mais limites do que a nossa legislação ambiental já impõe


“Querem impor mais limites do que a nossa legislação ambiental já impõe. E quanto ao nosso crédito rural, querem estabelecer uma sustentabilidade subjetiva. Ao final, ao invés de beneficiar o nosso produtor, acabam criando uma barreira para o financiamento, na medida em que exigem o cumprimento de regras mais rigorosas do que a nossa legislação já impõe e do que quaisquer produtores ao redor do mundo teriam a capacidade de cumprir”, destacou.

Participaram também do encontro o vice-presidente da Aprosoja Brasil, José Sismeiro, que é representante da Aprosoja Paraná, o conselheiro fiscal e produtor rural Almir Michelan, da Aprosoja Piauí, e o diretor executivo da entidade nacional, Fabrício Rosa. O encontro reuniu ainda o presidente da Aprosoja Tocantins, Dari Fronza, e o vice-presidente da entidade, Luciano Mokfa.

A agenda com Aline Sleutjes ocorreu um dia após o lançamento feito em Brasília do Programa Soja Legal, iniciativa da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT).
 
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